The Velvet Underground & Nico
The Velvet Underground
Experimental Rock, 1967

Este álbum é um verdadeiro teste ao conceito de beleza. Quando ouvimos os álbuns dos contemporâneos Pink Floyd e Beatles tudo parece estar perfeitamente sincopado e trabalhado, mesmo as músicas mais experimentais e distorcidas são bem "polidas". Velvet Underground & Nico é muito mais simples e puro: a guitarra a alterna entre duas ou três notas com um reverb manhoso, a viola de arco a repete em loop um slide, a percurssão é inconstante e invulgar e nem sequer a voz é propriamente cristalina. Contudo, a mistura dos elementos todos tem um resultado estrondoso e transcendente.
Em relação às 11 faixas, dividem-se facilmente em largos termos: 2 jams distorcidas de Protopunk, 4 canções Pop-Rock catchy, 2 experimentações alienadas e ruidosas e 3 verdadeiras obras obscuras, oscilando entre o psicadelismo e o surrealismo. As letras niilisticas, sem tabus, sobre abuso de drogas, sadomasoquismo ou simplesmente sobre a decadência da época que se vivia, têm excelentes momentos, apresentando Lou Reed como um songwriter fora-de-série.
Este álbum influênciou muitos artistas que surgiram pouco tempo depois: Bowie, Stooges, Roxy Music. Segundo Brian Eno, na altura, toda a gente que ouvia o álbum queria começar uma banda. Talvez tenha sido a simplicidade com que os Velvet Underground conseguiam fazer boa música. A verdade é que na música tudo o que importa é sobre despoletar emoções. E este álbum causa arrepios na espinha como poucos outros.
Melhores temas: Heroin, All Tomorrow's Parties, Venus in Furs
I'm Waiting for the Man, Sunday Morning
Classificação: A+
Rank: #2
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